sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Por Toda a Vida - Prólogo

O Sol começava a iluminar o dia.

Despertei cedo e percebi que a chuva estava muito fina e a terra exalava um perfume de relva molhada que encantava meus sentidos. Arrumei tudo rápido no meu quarto e fechei bem as janelas para que não entrasse nem uma gota d’água enquanto estivesse do lado de fora para meus afazeres matinais – meditar para entrar em comunhão com a Natureza e buscar a harmonia dentro dos meus pensamentos. Há muito tempo tento em vão encontrar alguém que consiga acalmar meu coração e responda os questionamentos da minha vida. Principalmente nesses últimos anos em que o rei Shih Huang –Ti, se autoproclamou imperador da Dinastia Qin [1].
Os tempos eram difíceis. Habitualmente éramos recrutados para ajudar na construção de uma grande muralha para nos proteger de invasões do povo do Norte. E isso estava gerando revolta entre as classes populares contra o imperador Shih Huang –Ti. A melhor opção continuava sendo fugir para as montanhas do norte, principalmente na região de Shaqiu, cerca de dois meses de distância, por terra, da capital Xianyang.
Essa foi minha opção há pouco mais de três anos.
E hoje acredito ter sido a melhor escolha. Minha busca enfim terminara.
Desde o dia que cheguei ao mosteiro, tive a certeza que aqui era o lugar que tanto havia procurado. Aqui aprendemos a completa solidariedade entre o Homem e os Elementos da Natureza, tal qual Lao-Tse nos ensinou há pouco mais de cinco séculos.
Durante a manhã meditamos para harmonizar com o Ch’i [2] e, após os afazeres matinais, somos iniciados na arte do chi ch’iao [3]. A única coisa que ainda não me acostumei, nesse tempo inclemente, são as pesadas roupas que temos de usar. Exige demais de minha perna para andar nessa região montanhosa. Pelo menos a fortalece e me ajuda na prática elegante do chi ch’iao.
Esses ensinamentos eu aprendo a todo o momento observando o Mestre.
O Mestre Xao é o homem mais sábio que conheci em toda a minha vida. Acumula um conhecimento milenar que transmite aos seus aprendizes com muita sabedoria.
Todos os dias, quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras da província de Shaqiu, o Mestre levanta-se para meditar sob a figueira, de onde aguarda seus discípulos.
E há essa hora, o Mestre já deveria estar rodeado por seus aprendizes, que certamente aguardavam ávidos os ensinamentos daquele dia.

Sem demora corri para o lugar de nosso encontro matinal – à sombra da figueira anciã. O Mestre me acena com um olhar e ao aproximar-me, o saúdo com o Kin Lai [4] e me assento próximo a ele, que já havia começado a lição de sabedoria.
De repente, o Mestre parou o ensinamento e perguntou-me:

– Que coisa o perturba, pequeno aprendiz?
– Ainda bem que perguntas, ó Mestre. Sinto que é chegado o momento de eu partir à procura de minha Alma Gêmea, aquela que haverá de ser minha parceira perfeita. A mais linda mulher do Universo.

O Mestre disse:
– Assim seja, meu filho, mas lembra-te: quando tua busca terminar, volta aqui com ela.
– Sem dúvida, Mestre. Decerto será assim.

Meus pensamentos ainda estavam confusos em fazer a pergunta que gostaria de fazer. Relutante com a resposta que o Mestre poderia me dar, perguntei:

– Mestre, realmente existe uma Alma Gêmea? Todos nós temos a nossa "outra metade"? Como reconhecê-la? Lendo nos seus olhos, na pele, no coração?
– Ninguém jamais conseguiu explicar como foram criadas as Almas Gêmeas – disse o Mestre. Mas eu me lembro bem de uma história...

“Diz uma lenda que no início, quando o Criador concebeu todas as Almas para viverem e evoluírem conforme o aprendizado da vida terrestre, algumas dessas Almas se dividiram em duas. Umas era somente Razão, outras somente Emoção.
Tudo nelas é igual. A única diferença foi que o Criador criou a Razão e a Emoção justamente para que elas possam se completar. É como se fosse um encaixe.
As Almas Gêmeas nem sempre se encontram, porém vivem sempre unidas pelo coração e por elas próprias. Por outro lado, quando se encontram, jamais se separam.
A Razão não sobrevive sem a Emoção. E a Emoção, por sua vez, precisa da Razão para viver.
Parte essencial uma da outra, as Almas Gêmeas buscavam reencontrar-se nas reencarnações para poderem, novamente, viverem juntas.”

* * *

Confesso que estava apreensivo com a explicação do Mestre. Como faria eu para encontrar minha Alma Gêmea.
O Mestre, que sempre parecia ler e entender meus pensamentos, completou:

– Volta-te para dentro de ti mesmo. Primeiro terás de te conhecer. Relaxa o teu corpo e a tua mente e poderás encontrar a tua Alma Gêmea enquanto dormes. Poderás então lembrar-te, conscientemente, desse encontro. Acredite pequeno aprendiz: sonhos podem se tornar realidade. Basta harmonizar o seu Ch’i na busca da tua Alma Gêmea.

Meus pensamentos começaram a serenar. Essas eram as palavras que me fizeram andar por todos os caminhos de sabedoria. E agora me sinto pronto para a minha missão. A missão da minha vida.
O Mestre vendo-me envolto em pensamentos, começa a escrever com nanquim em um pedaço de papel:



Enrola o pequeno pedaço de papel e levanta-se, caminhando até mim. Abre a parte da minha vestimenta e coloca o papel sobre meu peito.

– Um dia vossos caminhos se cruzarão – disse o Mestre – e saberás que dizem seus olhos, suas mãos. Sentirás o que diz sua pele. Neste momento estarão unidos pela alma e pelo espírito. Mesmo distantes estarão unidos em uma fusão perfeita - Alma, Espírito e Corpo. Anular-se-á o tempo e o espaço. Viverás para isso.

Por toda a vida.


_______________


[1] O rei de Qin (ou Ch’in) se autoproclamou primeiro imperador da dinastia Qin (221-206 a.C.). O nome China deriva dessa dinastia. O imperador unificou os estados feudais em um império administrativamente centralizado e culturalmente unificado. Aboliram-se as aristocracias hereditárias e seus territórios foram divididos em províncias governadas por burocratas nomeados pelo imperador. A capital de Qin transformou-se na primeira sede da China imperial. A dinastia Qin concluiu a Grande Muralha chinesa. O peso crescente dos impostos, o serviço militar e os trabalhos forçados criaram profundo ressentimento contra a dinastia Qin entre as classes populares, enquanto as classes intelectuais estavam ofendidas pela política governamental de controle do pensamento.
[2] Ch’i = energia interior.
[3] O chi ch’iao (Kung Fu) é um sistema de luta desenvolvido na China. Seus estilos surgiram das observações dos animais - a serpente (she), o leopardo (pao), a garça azul (hao), o dragão (lung) e o tigre (hu). O tigre ensinou o método de força dos ossos; o dragão desenvolveu grande força do espírito; a garça azul ensinou o treinamento dos tendões; o estilo do leopardo representou extrema força e a serpente instruiu na capacidade de fluir o ch'i - e também através de outras metodologias..
[4] Kin Lai é a "saudação tradicional" do Kung Fu e deve ser executada com ambas as mãos: a direita fechada (representando o sol) e a esquerda aberta (representando a lua) por cima da outra mão. Essa saudação é feita para indicar respeito e agradecimento. O Kin Lai ensina que usar a inteligência (mão esquerda em palma) é mais eficiente do que usar o punho (mão direita fechada).

Por Toda a Vida - Tomo 1 - O DESTINO

CAPÍTULO 1

Parecia um sonho.

Deitado em uma cama com lençóis de cetim vermelho, um homem a aguardava. O quarto estava inundado em uma luz serena, misturada a uma névoa vinda do incenso que perfumava o ambiente. Ele a percebe chegar, dançando com intensidade, força, vitalidade, êxtase que essa dança proporciona. Uma imagem vem à mente daquele homem: a de uma deusa, dançando com seu olhar tão marcante, capaz de hipnotizar a todos, enquanto o cheiro de incenso de canela envolve a candura envolvente do lugar. A penumbra se faz clara quando ela dança, tamanha sua luz interna; uma luz que transborda, extrapola...
O homem, ao vê-la se aproximar, sentiu seu instinto sobressair-se do seu corpo. Levantou com uma agilidade felina, aproximando-se por de trás e seus braços envolveram-na pela cintura num abraço forte e apertado. Ela rendeu-se ao poder da sua força, força pela qual ansiava...sentir as mãos dele percorrerem-lhe o corpo.
Ela sentiu a boca encostar-se ao seu pescoço, percorrerem pelos ombros. A língua deixava rastos pelas costas. O véu deixou o corpo dela…enquanto o homem a despia devagar, seus seios ficaram envoltos pelas mãos e eram apertados com carinho, enquanto sua boca continuava a percorrer seu pescoço em um beijo apaixonante. Com os braços envolvendo a sua cintura, a boca nos ombros, nas costas, a respiração ofegante sobre o seu pescoço, sentiu-se possuída como por um jaguar negro faminto pela fêmea…
Encostada ao peito dele, ao ventre, sentiu todo o desejo que do corpo dele emanava. Suavemente ela deitou-o na cama e começou a deslizar a ponta de seu nariz pelo corpo já nu desse homem que despertava as mais loucas e intensas paixões.
Sentir o seu perfume despertava seus instintos. O calor e a força do seu corpo eram tudo o que ela desejava nesse instante.
Deitada na cama, ela devolveu o olhar. Aquele era o homem certo. Para sempre. Enquanto admirava seus profundos olhos verdes, em algum lugar distante uma campainha começou a tocar. Ela tentou abraçá-lo, mas seus braços encontraram apenas o vazio. O ruído do telefone acabou despertando-a do seu sonho.
Acordada, olha no relógio ao lado de sua cama e não acredita na hora: 4h06. Ela suspirou, tateou em volta da cama, procurando o telefone que insistia em continuar tocando.

– Alô? – esforçou-se a dizer.
– Oi Giulia, é o Alessio. Eu te acordei?
– Desculpe-me, mas não tem ninguém com esse nome.
– Sério? Me perdoa então moça.

Era engano.
Na verdade ela se sentiu frustrada. Afinal ela era uma mulher bonita, 19 anos, um corpo escultural, olhos verdes, cabelos curto – castanho claros, pele morena de sol e dona de um magnífico sorriso. Daqueles de contagiar a todos que escutam suas gargalhadas. Era uma beleza exótica. Apesar da pouca idade, já era uma mulher independente. Morava a tempos sozinha, longe da casa dos pais. Isso contribuiu para que se tornasse uma mulher com personalidade forte, marcante.
Teve poucos namorados. O que mais a intrigava era descobrir quem era o homem dos seus sonhos. Sonhava com um homem especial para se dar a ele. Sonhava com seu príncipe encantado. Afinal onde estaria ele, sua alma gêmea.
Deitada na cama, no seu quarto de solteira, olhando o teto branco, imaginava o homem da sua vida. Teria de ser alto para combinar com ela, carinhoso e o mais importante: ser charmoso. Assim como esse homem dos seus sonhos. Perdida nesses pensamentos olhava para todos os cantos de seu quarto, sentindo o vazio...sentiu-se sozinha.
Mas hoje parecia ser diferente. O homem dos seus sonhos parecia estar perto, muito mais perto do que em outros sonhos. Hoje parecia ser real. Estava frustrada, pois esperava que fosse ele ao telefone.
Ficou acordada durante horas, esperando que o sono retornasse. Quem sabe assim poderia retornar ao sonho maravilhoso que estava tendo. Mais tarde, naquela mesma manhã, Ísis sentia-se abandonada. Resolveu tomar um banho. Entrou na banheira e afundou a cabeça na água, tentando esquecer o sonho. Descobriu ser impossível. Onde será que ele está? Será esse o homem da minha vida?
Aos poucos, a água quente foi ficando morna, depois fria, quando percebe que já está atrasada para o compromisso que tem hoje. Seus devaneios foram tantos que perdera a hora de sair do banho. Olhou no relógio e se assustou com a hora.
Pela primeira vez tinha a oportunidade de trabalhar como consultora de moda para um grande conglomerado da moda – a Bourguignon Stylist, a mais importante em moda e imagem do mundo. E essa era a oportunidade da sua vida. Não poderia se atrasar.
De pé, enrolada na toalha, Ísis ficou olhando as gotas de água caírem sobre as roupas que havia cuidadosamente separado na noite anterior. Deprimida, foi até o armário pegar outra blusa e uma saia. Rapidamente, teria de escolher agora outro colar e brincos que combinasse com a roupa que acabara de vestir. Sua escolha foi um colar de ouro com um pingente em forma de coração que ganhara da mãe de presente de aniversário.
Enquanto se vestia, ela pensava no que mais poderia dar errado naquele dia.


Em breve iria descobrir.



CAPÍTULO 2

Eu fui tocado pela sua presença desde a primeira vez que a vi.

Foi em uma manhã de primavera, no Caffé Amore Eterno. Ela estava usando um colar de ouro no pescoço, que reluzia com os raios de sol da manhã e aproximou-se de mim perguntando: “será que você conhece onde fica a universidade de Milão?”
Confesso que fiquei sem responder por alguns segundos. Não imagino nem onde meus pensamentos foram parar. Só acordei quando a vi balançando as mãos na minha frente e perguntando novamente: “olá, saberia me dizer?”
Gabriel, quando viu aquela mulher adentrar no Caffé, sentiu algo diferente invadir o seu íntimo. Ele não tinha noção do que era, mas sabia que era muito forte dentro dele.

* * *

Era mais um dia de aula na Universidade de Milão. Gabriel, um rapaz de vinte e três anos, como de costume, é o primeiro a chegar a sua sala de aula para lecionar.
No meado do ano, o professor titular sofreu um acidente de carro que o deixou impossibilitado de trabalhar. Um professor jovem foi chamado às pressas para substituir o professor acidentado. Mesmo com pouca idade, ele era o mais indicado a assumir as aulas. Recém formado em História, era profundo estudioso e conhecedor de história antiga. Autodidata, estudava desde os 13 anos de idade Filosofia e Religião – sempre sobre os olhos da história. Além do conhecimento acumulado, era auxiliar do professor que se acidentara.
Todas as manhãs, antes de ir para a Universidade de Milão, passava no Caffé Amore Eterno para tomar um cappuccino. Essa era sua rotina diária antes das aulas. Sempre pontual.
Mas não hoje.
Estava pensativo. Afinal passou quase toda a noite terminando o projeto educacional que estava prestes a mostrar para o reitor da universidade. Sua esperança – e toda sua perspectiva das aulas para o segundo semestre – estava no aceite dessa proposta.
Sempre que chegava ao Caffé sentava-se na varanda, local onde poderia apreciar as pessoas se movimentando pela cidade, no frenesi de chegarem aos seus compromissos. À tarde, após as aulas, voltava para o Caffé para sentar-se no terraço, de onde poderia ter uma visão mais deslumbrante da cidade e do pôr-do-sol.

Hoje, no entanto, seus pensamentos estavam totalmente agitados.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Realizações da Vida

Hoje já quase possível dizer: um sonho se torna realidade.
A agência Época Publicidade & Marketing saiu do âmbito acadêmico e hoje é realidade. Durante quase 4 anos eu e meu parceiro dessa (árdua) jornada estruturamos nossos sonhos nessa agência. Ela se tornou parte de nós.
E hoje estamos iniciando trabalhos publicitários. Nessa transição da vida, continuamos trabalhando com nossos projetos pessoais, assim como o desenvolvimento da Agência Época.
Caso esteja interessado em fazer um site, criar uma marca, produzir sua identidade visual ou criar uma campanha publicitária, entre em contato conosco através dos e-mail’s robsonbento@agenciaepoca.com ou thiagospada@agenciaepoca.com para maiores informações.



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A vida é essencialmente dinâmica!

Em um momento de transição pessoal, profissional e mental, o blog esta um pouco parado, mas assim que eu estacionar novamente, e este momento de transição “para coisas melhores” passar, estaremos voltando com o pique todo.
Durante a vida, de uma maneira geral, acostumamos com a acomodação (ou refugio) em algo chamado “zona de conforto”. Acostumamos com uma certa rotina, conformamos a um determinado modo de vida, seja no âmbito familiar, social ou profissional. E nesse momento de transição pessoal, profissional e mental, o blog está parado. Mas assim que esse momento de transição “para tudo melhor” passar (e já estou sentido realmente iniciar), volto a todo pique com o projeto principal desse blog – o meu livro. Se bem que o livro agora andou...rs...pelo menos está estruturado os capítulos e a história está nítida em minha mente. Só o falta o pequeno detalhe de colocar no papel....só isso!!..rs..
Bastou entender novamente que a vida é essencialmente dinâmica. Assim, é preciso adaptar-se continuamente às mudanças que ocorrem, sob pena de estagnação (que era onde me encontrava). As mudanças são desconfortáveis, trazem insegurança e ansiedade. Mas são necessárias. Acredito sempre nesse aprendizado da vida.
Sair da concha, abandonar a zona de conforto é uma providência absolutamente necessária para a manutenção de uma vida plena de qualidade, satisfação e conforto (emocional, profissional e pessoal). Parece paradoxal sair da zona de conforto para conquistar maior conforto. Mas é exatamente isto o que acontece: a estagnação conduz ao desconforto, a uma vida sem sentido.
Por isso, a partir de já, estou em movimento, em ação. E feliz com o eterno amor que recebo e aprendo a todo dia a amar mais.
Sublime amor que equilibra minha eterna balança da Razão e da Emoção. Pra sempre.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Começar de novo...Coisas da Vida.

Se eu for dar atenção à minha Razão, ela me diz para desistir... isso porque não há razão alguma em continuar esperando, sejam elas respostas, atitudes ou qualquer coisa parecida.
Se eu for dar atenção à minha Emoção, ela me diz para não desistir...Mas como fazer com que meu coração entenda e aceite isso? Às vezes não vejo resposta alguma, mas acredito sempre na minha Emoção.
Acho que estou triste... acho, sei lá... de verdade, não penso muito em tudo isso. Parece simples... parece...rs
Vou ter que começar tudo de novo...como sempre faço na minha vida!
E acredito sempre nas coisas da vida. Dias bons, dias ruins...um aprendizado que planto e colho durante minha existência.
Vou começar de novo e sei que vou conseguir, como sempre consigo...
Vou começar de novo...coisas da vida.
O engraçado foi que ontem, enquanto aguardava o cabeleireiro terminar de cortar meu cabelo, folheava o jornal e vi um agradecimento muito bonito, que concluia com uma frase do poeta Fernando Pessoa:

De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...

Portanto, devemos:
Fazer da interrupção, um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro...

Uma alegria tomou conta de mim. Percebi, então, que a razão e a emoção – quando juntas – movem meus pensamentos e consigo o equilíbrio necessário para caminhar na estrada do aprendizado. Sempre.

Deixo então uma frase que também gosto:

A pior coisa que pode acontecer na vida de uma pessoa não é quando seu projeto não dá certo, seu plano de ação não funciona ou quando a viagem termina no lugar errado. O pior é não começar. Esse é o maior naufrágio. - Amyr Klink.

Um grande abraço!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A primeira vez a gente nunca esquece.

Pra tudo se tem uma primeira vez e a primeira vez a gente nunca esquece. O primeiro beijo, o primeiro momento mágico com a pessoa amada (aquele que parece que o tempo pára), o primeiro salário, o primeiro carro, a primeira viagem de avião.
Pra toda primeira vez, a gente se prepara. A gente imita os beijos do cinema se beijando no espelho, faz planos do que vai comprar, toma aula de volante e… e para a primeira viagem de avião? Isso não tem como..rs..é ir e pronto!

Pelo menos era assim que eu sempre achava.

Uma das minhas primeiras coisas que ainda estou me preparando é para escrever um livro. Ensaio, ensaio, ensaio e nada de passar de uma página..rs..pelo menos agora parece que está tomando rumo meu texto. Já estou no segundo capítulo..rs...

Pensando nisso, em como eu vou disponibilizar meu livro, imaginei: "pq não criar um Blog!" Mas pensando melhor, nunca havia imaginado criar um. E agora estou aqui, pronto para escrever pela primeira vez em um blog somente meu!

Imagina a dureza para dar um nome para esse meu cantinho. Enfim, depois de digitar e apagar inúmeras vezes, eis que surge o nome que tanto gosto: "Taberna do Javali". Difícil de explicar, mas é um local somente meu...minha taberna onde espero que você aproveite o conteúdo. O Javali é em homenagem ao brasão de família Bento...rs..coisas da Heráldica. Com o tempo explicarei o significado de tudo isso, disponibilizando o brasão de família e a história.

E afinal, aqui estou eu na minha primeira postagem. Espero rechear meu blog com assuntos interessantes para você, amigo.

Fica meu grande abraço!